Blog 19 março 2026

O nearshore está a crescer, segundo a Whitelane. Boas notícias. Mas não é um interruptor.

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O estudo Whitelane BeLux IT Sourcing Study 2026 deixa uma coisa muito clara: o recurso ao modelo de entrega nearshore continua a crescer.

De facto, 36% das organizações na Bélgica e no Luxemburgo planeiam aumentar a utilização de nearshore, enquanto apenas uma pequena minoria tenciona reduzi-la. O custo deixou de ser o principal fator. Em vez disso, as organizações procuram escalabilidade, acesso a novas tecnologias e maior flexibilidade. [whitelane.com]

Estas são genuinamente boas notícias. Não apenas porque a Luza está sediada em Portugal e este é, literalmente, o nosso terreno natural, mas sobretudo porque confirma aquilo que temos vindo a observar na prática há muitos anos.

Mas, e aqui surge a pequena ressalva, com um sorriso: o nearshore não é um interruptor.

Não se liga simplesmente e se vai embora, à espera que tudo funcione sozinho.

O nearshore só funciona quando é levado a sério.

Oiço isto muitas vezes em conversas:
“Queremos nearshore. De preferência rápido. E tem de ser imediatamente mais barato, melhor e mais escalável.”

É um pouco como dizer:
“Quero ficar em forma. Amanhã. Sem ginásio. E sem dores musculares.”

O nearshore funciona, sim — mas apenas quando existe preparação adequada. Isso implica:

  • governance clara e processos de decisão definidos
  • expectativas realistas de ambas as partes
  • onboarding sólido e transferência de conhecimento estruturada
  • atenção mútua à cultura, à comunicação e ao sentido de responsabilidade
  • e, sim, por vezes ajustar o rumo ao longo do caminho

O relatório da Whitelane mostra também que as organizações estão a tornar-se mais críticas e mais deliberadas nas suas decisões de sourcing. A incerteza está a diminuir, precisamente porque as empresas estão a refletir melhor sobre como aplicam o sourcing — e não apenas onde.

E é exatamente aqui que a Luza entra.

Na Luza, não acreditamos no nearshore como um simples modelo de volume ou de “passar caixas”.
Acreditamos num nearshore com uma abordagem humana.

Na prática, isto significa que:

  • apoiamos as organizações na fase de preparação — não apenas na execução
  • ajudamos a desenhar equipas, estruturas e expectativas realistas
  • acompanhamos ativamente e ajustamos o percurso de ambos os lados quando necessário
  • e somos honestos quando algo ainda não está preparado para escalar

Num artigo anterior, escrevi sobre o nearshore com um toque pessoal. Não é uma frase de marketing. É a forma como trabalhamos. Com atenção genuína às pessoas, à comunicação e ao sucesso a longo prazo.

Porque o nearshore não tem a ver com distância. 
Tem a ver com confiança.

Conclusão

Sim, o nearshore está a crescer. E sim, isso são excelentes notícias para a Luza Portugal.
Mas o nearshore bem-sucedido exige preparação, acompanhamento e decisões maduras.

Para as organizações que levam este tema a sério, o potencial é significativo.

PS: Fazer nearshore corretamente raramente começa com um contrato. Quase sempre começa com uma boa conversa. Na Luza, estamos sempre disponíveis para essa conversa.

 

por Nelson Tavares da Silva, Managing Partner na Luza