Enquanto o mundo acompanha o Campeonato do Mundo FIFA 2026, que decorre em vários países, climas, culturas e fusos horários, não consigo deixar de ver algumas semelhanças claras com o mundo da tecnologia. Porque sejamos honestos: os projetos modernos de IT já não são “jogos locais”. O cliente pode estar nos Países Baixos. O arquiteto na Bélgica. O developer em Portugal. A plataforma cloud algures na Europa. E a inteligência artificial está a mudar as regras do jogo todos os dias. Soa familiar?
As equipas que vão ter sucesso nesta nova realidade não serão necessariamente as que têm os maiores orçamentos ou os nomes mais conhecidos. Serão as que conseguem adaptar-se, comunicar, aprender e trabalhar em conjunto.
As seleções que competem no Campeonato do Mundo têm de lidar com diferentes climas, temperaturas extremas, viagens exigentes e ambientes desconhecidos. As equipas de tecnologia enfrentam a sua própria versão disto todos os dias.
Novas ferramentas de AI. Novas ameaças de segurança. Novas expectativas dos clientes. Novas formas de trabalhar.
O jogo está sempre a mudar. Os vencedores não são aqueles que resistem à mudança. São aqueles que a abraçam.
Ninguém se torna herói de um Campeonato do Mundo por acaso. Aquilo que vemos no dia do jogo é o resultado de milhares de horas de treino, aprendizagem e melhoria contínua.
Na tecnologia acontece o mesmo.
Por trás de cada consultor, arquiteto ou developer de sucesso existe um compromisso com a aprendizagem.
Uma nova certificação. Uma nova tecnologia. Um novo desafio. Na Luza, acreditamos profundamente que a aprendizagem não é uma fase da carreira. É a própria carreira.
Muitos jogos são ganhos não porque um jogador é melhor do que os outros, mas porque a equipa comunica melhor. O mesmo se aplica aos projetos de IT. Pela minha experiência, os projetos raramente falham por causa da tecnologia. Falham por causa de mal-entendidos. Suposições. Falta de alinhamento. Má comunicação. É por isso que as colaborações nearshore bem-sucedidas nunca dependem apenas da geografia. Dependem das pessoas. De criar confiança. De criar transparência. De criar uma só equipa com um objetivo comum.
As melhores equipas de futebol juntam talento de diferentes origens e culturas. As melhores equipas de tecnologia fazem o mesmo. Nearshore não significa enviar trabalho para outro lugar. Significa expandir a equipa com profissionais motivados, que trazem experiências diferentes, novas perspetivas e conhecimento especializado. Quando é bem feito, a distância desaparece. Ficam os resultados.
O futebol adora heróis. O avançado que marca. O guarda-redes que defende. O capitão que levanta o troféu. Mas qualquer fã de futebol sabe a verdade: por trás de cada herói está uma equipa inteira. O mesmo acontece nos negócios.
Por trás de cada projeto bem-sucedido está uma equipa de analistas, developers, arquitetos, project managers, support engineers e stakeholders de negócio a trabalhar em conjunto. O sucesso nunca é uma conquista individual. É sempre uma conquista coletiva.
Na Luza, não construímos apenas equipas de tecnologia. Construímos ambientes onde as pessoas podem crescer, aprender, apoiar-se mutuamente e gostar do que fazem. Porque pessoas felizes comunicam melhor. Pessoas felizes aprendem mais depressa. Pessoas felizes mantêm-se envolvidas. E pessoas envolvidas criam resultados excecionais para os clientes. Como o Campeonato do Mundo FIFA 2026 nos recorda, as maiores vitórias nunca são alcançadas por indivíduos sozinhos. São alcançadas por equipas que confiam umas nas outras, treinam juntas e se mantêm focadas num objetivo comum.
O melhor jogador pode ganhar um jogo. A melhor equipa ganha o futuro.
por Nelson Tavares da Silva, Managing Partner na Luza