Todos os anos, o verão representa muito mais do que um simples período de descanso e reflexão. É também uma altura em que as pessoas se conectam de forma diferente, mais genuína e mais humana.
Durante as férias, as agendas perdem protagonismo e as conversas ganham um espaço que, ao longo do resto do ano, muitas vezes lhes é negado. Conhecemos pessoas numa esplanada, durante uma caminhada, à beira da piscina ou simplesmente num encontro inesperado. O mais interessante é que estas conversas acontecem sem pressão e sem objetivos imediatos, centrando-se naquilo que realmente somos: a nossa história, as nossas ambições, as nossas famílias, os nossos sonhos e, por vezes, as nossas preocupações.
Recentemente, numa esplanada em Portugal, tive uma conversa com um senhor que questionava se o cidadão comum não estaria demasiado exposto às notícias negativas. Com tantos canais de informação disponíveis, desde a CNN Portugal até aos meios de comunicação locais, sentia que algumas mensagens transmitiam uma visão excessivamente pessimista do país, quando, na realidade, acontecem diariamente coisas extraordinárias e há inúmeras razões para olharmos para o futuro com confiança.
Talvez seja precisamente por isso que valorizo tanto este tipo de conversas. Recordam-nos que a confiança começa sempre por conhecermos verdadeiramente as pessoas, compreendermos diferentes perspetivas e dedicarmos tempo a ouvir antes de tirar conclusões.
Num mundo em que a Inteligência Artificial, a transformação digital e a automação assumem um papel cada vez mais importante, existe uma verdade que permanece inalterada: as pessoas continuam a fazer negócios com pessoas. A tecnologia pode acelerar processos, aumentar a eficiência e gerar melhores insights, mas nunca substituirá a relação humana necessária para construir parcerias duradouras.
Quando olho para algumas das melhores colaborações que tive a oportunidade de desenvolver ao longo da minha carreira, identifico um padrão muito claro. Nenhuma dessas relações começou com uma proposta comercial, um concurso ou um contrato. Quase todas começaram com uma conversa, uma apresentação pessoal ou um simples momento de partilha. Uma conversa em que ninguém tinha a necessidade de vender algo. Uma conversa em que a curiosidade genuína e o respeito mútuo estavam no centro da interação. Uma conversa em que ambas as partes investiram tempo para compreender o que realmente era importante para o outro. Primeiro surgiu a confiança. Só depois surgiram as oportunidades e os negócios.
É exatamente isso que continuo a observar na Luza Tecnologia Portugal. Muitos dos nossos novos clientes chegam através de relações já existentes, parceiros de confiança ou consultores que recomendam a nossa forma de trabalhar. Não porque sejamos necessariamente a opção mais barata do mercado, mas porque as pessoas preferem trabalhar com organizações que transmitem previsibilidade, transparência e consistência.
Na minha opinião, é precisamente aí que reside a verdadeira diferenciação. Não em apresentações impressionantes ou em discursos comerciais perfeitos, mas na capacidade de cumprir de forma consistente aquilo que prometemos. Estar presente quando os projetos enfrentam desafios. Comunicar de forma transparente quando algo não corre conforme o planeado. E continuar a investir nas relações, mesmo quando não há uma oportunidade comercial imediata associada.
O mesmo princípio aplica-se à cultura de uma organização. Uma cultura verdadeiramente orientada para as pessoas não nasce de frases inspiradoras num website nem de apresentações institucionais cuidadosamente preparadas. Constrói-se através de comportamentos diários, consistentes e autênticos. Enquanto líderes, apenas podemos esperar receber confiança quando estamos dispostos a oferecê-la primeiro. Só podemos exigir transparência quando comunicamos de forma aberta. E apenas podemos esperar sentido de responsabilidade quando as pessoas sentem que lhes é dada autonomia para assumir decisões e responsabilidades.
Na Luza, ajudamos parceiros Microsoft em toda a Europa a responder aos seus desafios de crescimento, capacidade de entrega e acesso a talento especializado. Naturalmente, disponibilizamos profissionais Microsoft altamente qualificados a partir de Portugal, mas aquilo que procuramos realmente construir são relações sustentáveis, assentes na confiança e no sucesso partilhado. Queremos compreender para onde os nossos parceiros querem evoluir, quais os desafios que enfrentam atualmente e de que forma podemos continuar a acrescentar valor à medida que os seus negócios crescem.
À medida que o verão dá lugar à segunda metade do ano, este pode ser o momento ideal para retomar conversas e fortalecer ligações. Não necessariamente para falar sobre um projeto, um contrato ou uma oportunidade comercial concreta, mas para trocar ideias sobre os desafios e oportunidades que hoje moldam o ecossistema Microsoft.
As melhores parcerias começam, muitas vezes, de forma muito mais simples do que imaginamos. Começam com uma conversa.
É parceiro Microsoft e gostaria de trocar ideias sobre crescimento, capacidade de delivery, Azure, Data & AI ou desenvolvimento de software? Terei todo o gosto em conhecê-lo. Sem apresentações comerciais. Sem compromissos. Apenas uma conversa aberta entre profissionais que acreditam em relações de longo prazo, transparência, respeito mútuo e criação de valor sustentável.
Porque antes de fazer negócios com uma empresa, gosto sempre de conhecer a pessoa por trás dela.
por Nelson Tavares da Silva, Managing Partner na Luza